sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Julgamento


DOCUMENTO CONFIDENCIAL - PROTEGIDO PELA FEDERAÇÃO

TRECHO DA ENTREVISTA COM ALEX BATISTA DE OLIVEIRA

RELATÓRIO DO CASO ÉVELYN FULINI PEREIRA ALVES

W: Bom dia Alex, como vai?

A: Estou bem, obrigado.

W: Está disposto a falar a verdade hoje?

A: Sim, absolutamente.

W: Vamos lá então, conte-nos como foi.

A: Olha, eu e a Évelyn, foi assim:

(FADE OUT PARA BRANCO - LEMBRANDO)

Era uma noite. Não me peça para citar o dia da semana, do mês ou até mesmo o horário, eu realmente não me lembro. Mas sei que era uma noite agradável. O céu estava "limpo" sem nuvens. Não fazia frio, nem calor. Estava um tempo neutro e gostoso.
Éramos um grupo de amigos. Amigos unidos e divertidos. Nos juntávamos a todo momento, para comemorar algo ou simplesmente nos juntar para rir. Naquele dia era mais para comer uma pizza, dar risada e ir para nossas devidas casas.

Lembro que tinham duas pessoas novas na turma aquele dia. Duas garotas. Na verdade, elas já conheciam os membros daquela turma antes de mim. Mas não participavam do "ritual de comer pizza na esquina". E naquele dia elas começaram a participar da nossa mania. Évelyn e Flávia. Seus nomes. Lembro que quando meus olhos fitaram a Évelyn - uma ruiva de corpo bem definido, cabelos lisos e longos, pele branca, meio rosada, peitos volumosos e um ar brincalhão - eu percebi o quanto aquela garota era bonita. A outra, a Flávia já não era nada mais que uma garota legal. Nunca achei nada de interessante no corpo ou os traços dela. Ela é uma boa amiga, sempre foi, mas como mulher, eu nunca a enxerguei.

Quando a pizza finalmente chegou - nós pedíamos a pizza num estabelecimento que ficava a uns 50 metros do nosso cantinho (a esquina). "Nossa" esquina era inicialmente um salão em construção com uma calçada enorme, nós ficávamos nessa calçada de esquina. Nela havia também uma escadinha. Eu sempre sentei ali. Hoje em dia já não é mais um salão em construção. É uma loja. Mas como nós sempre realizamos nossos encontros a noite e a loja está fechada, não altera nada nossa rotina - separamos as caixas (três ao todo), e os copos (sete ou oito). Eu ia sentar no meu bom e velho lugar - o primeiro degrau da escadinha - quando me deparo com a Évelyn sentada lá. Bem aquecida e acomodada.

Brinquei com ela: - Chegou hoje e já veio roubando meu lugar!

Ela riu e ficou meio tímida. Lembro que mesmo com o tempo neutro, eu usava uma blusa branca. Adoro blusas. Consequência de minha paixão por frio.

Mais uma coisa que fez nós trocarmos olhares e conversar, foi o fato de ela ter conseguido a proeza de bater a mão no meu copo (ou o dela, não lembro) de coca-cola e derrubar perto de mim. Sujou parcialmente o punho da minha blusa.

Todos "zuaram" com ela e eu falei: Aííí, sujou minha blusa também. Já não basta ter roubado meu lugar.

Lembro que foi uma noite muito engraçada. Se tivesse batido uma foto naquele momento ela seria exatamente assim:

O Rinkon trepado em cima do muro, sorrindo largamente. Eu sentado próximo ao meu lugar original, com a blusa arregaçada; a Évelyn perto de mim, rindo. A Flavinha em pé, proxima ao Rinkon. O Sérgio com a mão levando um pedaço de pizza na boca. O Vinicius atrás de mim tomando coca. E mais uns 3 elementos que não consigo me lembrar agora. Talvez Ronaldo e Lucas e mais algum ou alguns. Mas básicamente seria assim.

Depois de comer, beber, rir, peidar, lembrar de coisas engraçadas e derramar algumas gostas de coca para o Tiaguinho, recolhemos o lixo (Ah, lembrei de mais um da trupe, Renato Kleber, ele com certeza estaria na foto comendo uma pizza também, com as pernas abertas e um sorriso bobo), e o Renato atravessava a rua para levar tudo na lixeira, ele sempre foi o mais ecológico.

Iniciamos a caminhada para a Casa do Sérgio. Ninguém sabia se a próxima etapa da noite seria um filme na casa dele, ou o retorno para sua própria casa. Lembro que o meu certamente seria minha casa. Minha mão odiava que eu chegasse em casa tarde. Mas eu fui andando com o povo atá a baixada onde ficava a casa dele (no fim, todo mundo foi até a casa dele, se despediram e foram embora).

Lembro que durante a caminhada, a Évelyn foi na frente de braços dados com o Rinkon, brincando. O Vinicius chegou perto de mim e falou: Quem é essa aí?
Eu disse... é a Évelyn, uma amiga do Sérgio.

Ela é bonita né?! - foi seu comentário.
E o meu: Muito bonita mesmo. (olhos fixos na garota de cabelos ruivos).

W: Essa foi a noite em que vocês se conheceram?

A: Sim, meu primeiro contato com a Évelyn.

W: Mais alguma lembrança desta noite?

A: Sim, só mais uma.

(FADE OUT PARA BRANCO NOVAMENTE)

Lembro que na descida para a casa do Sérgio, encontramos minha madrinha. Ela conhecia a Évelyn, só que pelo apelido: PIG. (Outro momento eu explico o apelido). Ela me cumprimentou também, depois de um longo abraço na "PIG". E falou pra garota ruiva:
- Esse é meu afilhado de que tanto falo.

Na hora pensei: Meu Deus, ela já conhece meus podres.

Ela sorriu e disse: Ahhhhh... então é esse. Olha ela fala muito bem de você viu. (Ufa!)

Bom... agora a gente tinha até outra turma de amigos em comum. (Eu lembrava que já tinha ouvido o codenome PIG vááááárias vezes em conversas com a Flávia, minha madrinha)

W: Fechou a noite então.

A: Sim, dessa noite foi só isso. Coisa pra caramba eu acho. (risos)

FIM DO PRIMEIRO TRECHO DA ENTREVISTA DE ALEX BATISTA DE OLIVEIRA

NENHUMA INFORMAÇÃO EXPLÍCITA CONSTATADA

JULGAMENTO DO ROMANCE ENTRE AMBOS: NADA CONSTA

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